One
more thing: Apple Music
Tim Cook,
CEO da Apple, deixou a cereja do bolo para o final. O esperado Apple Music foi
anunciado, com entusiasmo. Quem demonstrou a novidade foi Jimmy Iovine, que
entrou para a Apple com a aquisição da BeatsComo mostrou Iovine, o serviço
chega para brigar com Spotify, Deezer, Rdio e tantos outros, mais ou menos
famosos. O Apple Music, no entanto, promete reunir o que há de melhor.
Segundo a
fabricante do IPhone, o Apple Music chega até o final do mês, em mais de 100
países, para dispositivos com iOS 8.4. O app para Android e Windows estará
disponível mais tarde, diz a Apple. Confirmando rumores, o serviço custará US$9,99 -
mas os três primeiros meses serão de graça. Para famílias de até seis pessoas,
todo o conteúdo sai por US$ 14,99. As seis pessoas poderão ouvir ao mesmo
tempo, cada um com sua conta, com sua biblioteca, com suas recomendações. São
milhares de vídeos de músicas em HD, tudo livre de anúncios, mediante pagamento
ao pagamento mensal.
Além do
streaming, haverá a Beat One, uma rádio 24 horas, sete dias por semana,
comandada não por algoritmos, mas por pessoas que "amam música". O
objetivo é criar uma experiência com a cara da Apple, integrada ao iTunes para
"acabar com o Spotify" ou, no mínimo, incomodar a concorrência.
"Nós amamos música. A música é parte muito importante de nossas vidas e da
nossa cultura. Nós temos uma longa relação com a música na Apple. Uma rica
história de mudança. Hoje nós anunciamos o Apple Music, o próximo capítulo na
música", declarou Tim Cook.
São três
caminhos: My Music (músicas que você escolheu, For You (recomendações de um
time de experts) e New (para descobrir músicas novas). Será possível
sincronizar playlists criadas no iTunes e contar com a inteligência dos
sistema. Ao escolher os estilos, o app retorna uma playlist indicações.
Além do
foco nos usuários, o Apple Music também vai agitar a indústria musical. O
Connect será uma espécie de página do artista, como uma rede social, ou o velho
MySpace, para aproximar o músico dos seus fãs, publicar conteúdo ainda não
finalizado, pedir opiniões e "vazar" álbuns incompletos. O serviço
vai aceitar também músicas de novos artistas, dando um gás aos independentes.
iOS
9 vem para salvar a bateria do iPhone
Craig
Federighi, vice-presidente e número 2 da Apple, falou sobre sistemas. Com
“toneladas de novas funcionalidades", o sucessor do iOS 8 (adotado por 80%
dos usuários) promete salvar a bateria do iPhone, levar a experiência no iPad a
outro nível e tornar a Siri mais inteligente. Com o "Low Power Mode",
o iPhone vai entrar em modo de baixa energia, e estender a bateria por até mais
três horas.
Sobre a
Siri, ainda "mais smart", a assistente agora vai tentar
"adivinhar" o que precisa baseada em onde você está, no horário, nos
apps que estão abertos, sem você precise pedir ou realizar uma ação.
"Os
melhores assistentes são proativos. No iOS 9 estamos trazendo proatividade
ao sistema", disse Federighi. Os recursos são semelhantes ao que faz o
Google com o Android e Google Now.
Segundo a Apple, a Siri atende um bilhão de solicitações por semana. Durante o
último ano, houve redução de 40% na taxa de erro de palavras para 5% e, agora,
Siri está 40% mais rápida nas respostas.
Com a
'nova Siri', a Apple trouxe mais inteligência para a experiência no iOS 9 de
uma forma que, segundo os executivos, não fere a privacidade. Trabalhando com
dados anônimos, a empresa garante que os dados dos usuários não são
compartilhados com terceiros. "Você está no controle", promete.
A Siri faz
buscas complexas no iOS: fotos de contatos, situações, datas, tudo ao alcance
da sua voz.
Todos os
devices que suportam o iOS 8 terão update para o iOS 9, com novos recursos e,
agora, basta 1.3 GB livre no dispositivo para migrar para o iOS 9. No iOS
anterior era preciso monstruosos 4.6 GB.
Para a App
Store, notícias boas. São 100 bilhões de downloads mais de US $ 30 bilhões
pagos aos desenvolvedores.
Atualmente,
são 1,5 milhão de aplicativos, 850 deles baixados por segundo.
Apple
Play: pagamento na palma da mão
No próximo
mês, a Apple afirma que vai ultrapassar a marca de 1 milhão de locais que
aceitam a Apple Pay (via Square, outra plataforma), o sistema de pagamentos da
maçã. Para o futuro, a empresa presente redefinir e dar mais simples para fazer
pagamentos. Já em junho, uma parceria com a rede social Pinterest vai conectar
os pagamentos aos pins compráveis, a princípio, funcionando no iOS.
Apple Pay
estará disponível também no Reino Unido em 250 mil estabelecimentos e no
transporte público. Já o antigo Passbook passa a se chamar Wallet: um lugar
para todos os seus cartões de crédito e débito, passagens aéreas e mais
benefícios, funcionando como uma grande carteira digital.
Transit:
o foco agora é transporte público
Além do
Maps, que segundo a Apple soma cinco bilhões de solicitações por semana (um uso
3,5 vezes maior que o dos principais aplicativos de mapas), Apple lança o
Transit, focado no transporte público.
Com o Maps
historicamente focado em motoristas, essa é tentativa de se aproximar do Google
Maps. Os Mapas também contam com um atalho para os estabelecimentos
próximos e os serviços já vêm integrados ao Apple Pay, tudo parece muito
funcional, mas nenhuma grande novidade.
Apple
News: notícias ainda mais perto
Disponível
primeiro nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Austrália, o News é o novo
aplicativo de notícias do iPhone. Com conteúdo bonito e interativo de veículos
como New York Times e Wired, o app vai mostra um feed de notícias
personalizado, fácil de mexer e com updates.
O app
suporta fotos, infográficos animados e vídeos, assim como links "marcados
para ler depois". "Quanto mais eu leio, mais ele mostra histórias que
são do meu interesse", explica Susan Prescott.
Mais
poder ao iPad
A Apple
anunciou para o iPad algumas novidades que dão mais poder ao tablet. O
QuickType Keyboard deixou mais fácil a "arte de digitar" na tela. Foi
adicionado também o Split View, que deixa o iOS 9 multi-tarefas (mas apenas no
iPad Air 2, não no iPhone) e ainda será possível usar duas janelas ou dois
aplicativos, ao mesmo tempo, lado a lado. Com o recurso “picture in picture",
é possível assistir a um vídeo em miniatura enquanto usa outros apps. Tudo
torna o iPad um tablet mais versátil, sem dúvida.
Watch
OS 2 já chegou
O relógio
lançado pela Apple em abril já ganhou um novo sistema. Com 3,5 mil apps, o
Apple Watch se aproxima dos rivais com Android Wear, com cerca de 4 mil apps
lançados no último ano. Kevin Lynch, responsável pelo watchOS, mostrou
novas interfaces e papéis de parede para o relógio da Apple, assim como novas
funções: além de ler emails no relógio, agora você pode responder.
O Facetime
Audio agora também funciona no Apple Watch, assim como a Siri ganha a função de
"treinadora pessoal". Sim, ela vai incentivar durante a malhação para
o usuário queimar calorias.
A Wallet,
carteira digital, também está acessível no relógio assim como HealthKit (para
controle da saúde), Videos e o HomeKit (para controlar as funções da casa).
Tudo comandado pela Siri.
O WatchOS
está disponível hoje para desenvolvedores, e em cerca de seis semanas para
todos. Com mais autonomia para os aplicativos, o novo sistema não está tão
preso ao iPhone, vale conferir.
El
Capitan chega com Spotlight poderoso
O
executivo anunciou o nome do novo OS X 10: El Capitan. O software é focado em
duas áreas principais: experiência e performance. Disponível hoje para
desenvolvedores, o sistema terá o primeiro beta público em julho e a versão
final, no outono dos Estados Unidos - primavera do Brasil.
"No
El Capitan, o gerenciamento das janelas ficou mais simples e mais rápido, com
uma bela nova interface de controle. A organização das janelas lado a lado
também ficou mais simples", diz Federighi.
No Safari,
as mudanças chegam na fixação de abas no modo “pin sites”, links vão abrir em
uma nova aba por padrão e ficou mais fácil silenciar o áudio, assim como
identificar a aba com som.
O Spotlight, a busca interna do Mac, agora pesquisa por lugares (mapas), com
resultados mais interessantes, incluindo clima e resultados de esportes. A
pesquisa agora é mais avançada. Você consegue encontrar, por exemplo, os
e-mails que você ignorou no Mail, com uma facilidade enorme.
Metal
for Mac
Anunciado
na WWDC do ano passado, usuários agora ganham a versão Metal for Mac, que traz
aceleração na performance de aplicativos e games. O sistema promete melhor
desempenho e duração de bateria, sendo 10 vezes mais rápido, com 50% de
melhoria na renderização e 40% de redução de uso de CPU para lidar com gráficos
pesados e mais elaboradores, cada vez mais comuns.
Para quem
não lembra, o Metal é uma API que melhora os gráficos do OS X. Ele dá uma
"turbinada" não só nos jogos pesados, mas em todas os usos que pedem
muito dos das placas gráficas.
WWDC
2015
A WWDC é
um evento para desenvolvedores e, neste ano, está em sua maior edição desde a
primeira conferência. O evento recebe em 2015 participantes de 70 países, sendo
350 estudantes. Tim Cook, presidente-executivo da Apple, fez questão de "dar
um alô" especial para uma garota de 12 anos, de Nova York. Mais de mil
engenheiros da Apple estarão disponíveis para responder questões dos
desenvolvedores, durante mais de 30 sessões exibidas online, não apenas no
keynote principal.